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Pesquisa de Tarifas Pesquisa de tarifas bancárias


 

Pesquisa de tarifas bancárias revela que inúmeras tarifas foram elevadas a partir de abril deste ano.

 

Tais tarifas não poderiam ser elevadas pelo período de 6 meses, segundo a resolução 3518 do Conselho Monetário Nacional.

 

Conheça as maiores e as menores taxas das tarifas bancárias e um estudo de fôlego, realizado pelo âncora do portal Vida Econômica Miguel José Ribeiro de Oliveira. Indispensável para suas finanças pessoais.

 

A nova pesquisa de tarifas bancárias do portal Vida Econômica, realizada pelo âncora Miguel José Ribeiro de Oliveira, demonstra que continua distante a tão sonhada competição no sistema financeiro nacional. Com dados apurados no Banco Central, a pesquisa fez o levantamento dos custos das tarifas bancárias praticadas pelas instituições financeiras em maio e    agosto de 2008.

 

O principal objetivo da pesquisa foi verificar se as  mudanças promovidas pela resolução 3518 de 06/12/2007 do Conselho Monetário Nacional, que disciplinou a cobrança de tarifas pela prestação de serviços por parte das instituições financeiras, após três meses da sua implementação, provocaram algum tipo de competição no sistema financeiro através da redução nos custos cobrados por suas tarifas bancárias.

 

“Considerando nosso último levantamento realizado após as mudanças das novas regras para as tarifas bancárias (01/05/2008) e considerando este novo levantamento (01/08/2008), tivemos: 13 tarifas (42%) mantiveram inalterados seus valores máximos; 02 tarifas (6%) foram reduzidas em 20,00%; e 16 tarifas (52%) foram elevadas, sendo a maior elevação de 1.150,00%. Vale  destacar que de acordo com a resolução 3518 da CMN tais tarifas não poderiam ser elevadas pelo período de 6 meses”, destaca a Parte III da pesquisa, que estuda os valores máximos das tarifas cobradas no  sistema financeiro nacional.

 

A Parte I da pesquisa fez um levantamento detalhado dos preços das tarifas bancárias praticadas pelas 12 principais instituições financeiras  de varejo do país, as quais representam mais de 80% do total de ativos do sistema financeiro, em 01/05/2008 e em 01/08/2008. A Parte II analisou os valores médios das tarifas cobradas no sistema financeiro nacional, focando o  conjunto total do sistema financeiro, que  possui 31 tarifas.

 

A  Parte IV abordou os dados da pesquisa e rankings, salientando  os pontos positivos e negativos da implementação da resolução 3518.

 

No ranking da menor tarifa cobrada (do menor para o maior), por exemplo, o Banco Nossa Caixa (item 12.7 do estudo) cobra R$0,35 pelo cheque de transferência bancária (TB e TBG). Nesse mesmo serviço, em segundo lugar, vem o Banco Unibanco que cobra R$0,40.  Em terceiro, o Banco do Nordeste do Brasil cobra 0,50 pelo fornecimento de folhas de cheque. Em quarto lugar, o serviço de transferência entre contas na própria instituição -  transferência de recursos (P) custa R$1,00 nos banco Caixa Econômica Federal. Em quinto, o Banco Santander cobra R$1,00 pela Transferência entre contas na própria instituição – Transferência de recursos (E/l) (faça o download abaixo e tenha o ranking dos 12 bancos).

 

Já no ranking da  maior tarifa cobrada (do maior para o menor), em primeiro lugar, o Banco Unibanco cobra R$120,00 pelo serviço de confecção de cadastro para início de relacionamento – Cadastro (item11.1). Na seqüência, por este mesmo serviço, o Safra cobra R$80,00; o Banco ABN Amro Real, R$60,00; o HSBC, R$54,00 (faça o download abaixo da pesquisa e tenha o levantamento dos 12 bancos)

 

Confira a íntegra da análise e ponderações finais

 

 

“Em nossa opinião, passados três meses da implementação da resolução número 3518 do Conselho Monetário Nacional, que regulamentou a nova sistemática para a cobrança das tarifas bancárias para pessoa física, tal resolução ainda não provocou a tão sonhada competição no sistema financeiro nacional com a  queda nos preços da tarifas bancárias, pois a maioria das instituições financeiras manteve inalterados os preços de suas tarifas bancárias.

 

Entretanto, é igualmente nossa opinião que o conjunto destas medidas é positivo aos consumidores na medida que:

 

·        Possibilita uma melhor e maior compreensão das tarifas bancárias pela padronização da nomenclatura das mesmas, bem como na padronização do período de cobrança (algumas instituições financeiras cobravam determinada tarifa a cada 90 dias, outras cobravam a mesma tarifa a cada 180 dias e outras a cada 360 dias, confundindo o consumidor e podendo induzir o mesmo ao erro);

 

·        Trouxe maior transparência na cobrança das tarifas;

 

·        Reduziu a quantidade de tarifas cobradas, bem como definiu quais tarifas podem ser cobradas;

 

·        Congelou o reajuste das tarifas por 180 dias, deixando, porém, a liberdade para que neste período por conta de uma maior competição as instituições financeiras possam até reduzir o preço das mesmas;

 

·        Determinou a criação por parte das instituições financeiras de pacotes de serviços padronizados;

 

Em suma, trouxe mais regulamentação e transparência a um segmento que nos últimos anos vinha cada vez mais criando novas tarifas (serviços que não eram cobrados passaram a ser cobrados), bem como, reajustando o preço das mesmas bem acima dos índices de inflação).

 

Vale destacar que de acordo com a resolução 3518 os preços das tarifas bancárias e respectivos pacotes padronizados para Pessoa Física somente poderiam ser reajustados após decorridos 180 dias da última alteração feita (30/04/2008), admitindo-se, porém, a sua redução a qualquer tempo. Entretanto, como pode ser visto neste estudo, diversos serviços tiveram seus preços elevados neste período.”

 

Faça o download da pesquisa de tarifas bancárias.

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