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Vendas de consórcios batem recorde em abril e negócios crescem 25% no primeiro quadrimestre

Economia e confiança

Estados do Centro-Oeste lideram potencial participação dos consórcios nas vendas de veículos automotores e Paraná é o primeiro colocado no de imóveis em 2016


Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, demonstra que "o balanço do primeiro quadrimestre voltou a apresentar crescimento nas adesões, ratificando que o mecanismo continua sendo escolhido por suas características para realização de objetivos pessoais, familiares e empresariais". Acompanhe.

Em abril, as vendas de novas cotas de consórcios bateram recorde no ano. Com 195 mil adesões, o Sistema fechou o quadrimestre com 727,5 mil contratos comercializados, 6,9% maior que as 680,6 mil do mesmo período do ano passado.

Os negócios contratados nos quatro primeiros meses apontaram alta de 25% ao avançar de R$ 23,02 bilhões (jan-abr/2016) para R$ 28,78 bilhões. O tíquete médio de R$ 42,7 mil em abril, também recorde em 2017, foi 21% superior aos R$ 35,3 mil registrados no mesmo mês de 2016.

A aquisição de cotas mostrou crescimento em cinco dos seis setores - veículos automotores, imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis - com destaque para serviços, que manteve a liderança, com alta de 126,3%. Na sequência vieram eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 31,6%; veículos pesados com 20,1%; imóveis com 19,2% e veículos leves com 16,2%. Somente o setor de motocicletas teve percentual negativo de - 7,4%.

"O balanço do primeiro quadrimestre voltou a apresentar crescimento nas adesões, ratificando que o mecanismo continua sendo escolhido por suas características para realização de objetivos pessoais, familiares e empresariais. Ao se tornar, gradualmente, importante fator na gestão das finanças próprias ou individuais, o consórcio contribui para a formação da cidadania financeira do consumidor", esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.


Apesar dos expressivos resultados anotados nos indicadores, não houve similaridade em aumento do volume de participantes ativos que, a exemplo do já ocorrido em meses anteriores, repetiu retração em 2,8%. O total assinalou redução de 7,12 milhões (2016) para 6,92 milhões (2017) de consorciados.

As contemplações no quadrimestre totalizaram 402,5 mil, sendo 14,3% menores que as 469,8 mil acumuladas nos mesmos quatro meses de 2016. Também nos créditos concedidos houve 8,1% de redução, baixando de R$ 14,01 bilhões para R$ 12,88 bilhões.

Economia e confiança fazem consórcio crescer

A recente divulgação do crescimento do PIB trimestral, sinalizando uma tendência de reversão na economia, provocou expectativa positiva para o futuro.

Paralelamente, apesar das adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos que geraram grande cautela nas famílias, a inadimplência do consumidor registrou queda de 9,1% em abril, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Houve ainda resultado positivo na indústria nos três primeiros meses de 2017, segundo o Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial - IEDI.

"O quadro econômico sinalizando boas perspectivas, enxergamos um cenário que, mês a mês, nos permite acreditar na continuidade da ampliação dos consórcios perante as pessoas físicas e jurídicas. No entanto, desdobramentos da atual crise política podem influenciar negativamente os negócios", diz Rossi. "Acrescente-se ainda o comportamento do consumidor, cujas boas práticas financeiras têm colocado o mecanismo como parte de seus investimentos visando suas realizações", diz Rossi.

Os negócios com vendas de novas cotas apontaram média mensal de 181,9 mil, nos quatro primeiros meses, sendo 6,9% superior que a de 170,1 mil ocorrida no mesmo período do ano passado, demonstrando confiança e credibilidade nesse sistema de autofinanciamento já consolidado no país. Avaliação paralela revelou também que tanto o tíquete médio como os créditos comercializados mensais apresentaram crescimento de janeiro a abril deste ano em relação a 2016.


Enquanto em janeiro de 2017 o tíquete médio mensal era de R$ 36,8 mil, em abril último atingiu R$ 42,7 mil, registrando alta de 16%. Em contrapartida no ano passado, o crescimento da média registrou alta inferior, apenas 5,1%, ao saltar de R$ 33,6 mil para R$ 35,3 mil.


Os créditos comercializados, nos mesmos períodos relacionados, mostraram avanço de R$ 6,47 bilhões para R$ 8,33 bilhões, com alta de 28,7%, enquanto um ano antes foram de R$ 5,67 bilhões a R$ 6,08 bilhões, também com alta de 7,2%.



Estados do centro-oeste lideram potencial participação nas vendas de veículos e automotores. Paraná é o primeiro colocado na venda de imóveis em 2016.

Levantamento e análise realizados pela assessoria econômica da ABAC, apoiados em dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil, relativos a 2016, mostraram o quanto potencialmente as contemplações nos grupos de veículos automotores [veículos leves, motocicletas e caminhões] e de imóveis são importantes quando comparados às vendas setoriais do mercado interno.

Em cada setor, um comportamento

Motocicletas

O setor de motocicletas foi o que apresentou maior média nacional de potencial participação, com 63,9%. Assinalou 3,8 pontos percentuais a mais que os 60,1% registrados um ano antes.

O destaque foi o volume de 118,8% registrado no Mato Grosso. Na sequência vieram o Pará com 111,8% e o Tocantins com 110,9%. A melhor média regional foi a do Norte com 97,3%, acima dos 72,8% do Nordeste e dos 68,4% do Centro-Oeste.

Caminhões

No âmbito dos veículos pesados, os consórcios tiveram importante presença na comercialização de caminhões no mercado interno em 2016. A média nacional de potencial participação foi de 60,1%, ou seja, seis a cada dez unidades poderiam ter sido comercializadas pelo Sistema, o que confirmou a relevância do mecanismo nas vendas nacionais. Em 2015 atingiu 44,5%, sendo 15,6 pontos percentuais abaixo.

A ênfase esteve no Mato Grosso com 211,3%. Logo em seguida, vieram os estados do Rio Grande do Sul e Goiás com 96,3% e 86,2%, respectivamente. As principais performances regionais ficaram com Centro-Oeste [115%] e Sul [69,7%], enquanto, bastante próximas, Nordeste [49,7%], Norte [49,1%] e Sudeste [49%] praticamente empataram.

Veículos leves

O maior setor do Sistema de Consórcios em participantes ativos, veículos leves [que inclui automóveis, utilitários e camionetas] ficou com 30,5% de média nacional. Isto representa três a cada dez veículos potencialmente emplacados, no ano passado. Comparada à 2015, que fechou em 25,3%, a diferença foi superior em 5,2 pontos percentuais.
Entre os estados, Tocantins chegou a 59,3%. Após, vieram Bahia e Mato Grosso com 57,1% e 55,8%, cada um. Regionalmente, o melhor percentual foi o do Nordeste que chegou a 39,4%, seguido por Centro-Oeste [37,5%], Norte [33,4%] e Sul [30,9%], todos acima da média nacional.

Imóveis

No consórcio de imóveis, o resultado apontou 21,6% de média nacional de participação dos créditos contemplados frente às vendas setoriais financiadas no âmbito do SBPE, que incluiu bens residenciais ou de veraneio, terrenos, conjuntos comerciais, galpões etc. Na relação com o obtido em 2015, que atingiu 16%, o aumento foi de 5,6 pontos percentuais.

Na análise estadual, o Paraná participou potencialmente com 34,6%, isto é, pouco mais de três a cada dez imóveis comercializados em 2016. A seguir vieram Rio Grande do Sul com 24,1% e São Paulo com 23,3%. Por região, os melhores desempenhos foram o do Sul com 27,1% e Sudeste com 22,1%.

Para o presidente executivo da ABAC, "as variações nas potenciais participações, tanto nos estados como nas regiões, estão na evolução do comportamento do consumidor em suas localidades. Mais atento e consciente de suas finanças pessoais, ele tem procurado adotar a essência da educação financeira em suas rotinas de consumo como referência para obtenção de seus objetivos".

Antes de adquirir bens como veículos ou imóveis, ou ainda ao contratar serviços, seja como pessoa física ou jurídica, o consumidor tem analisado seu custo, sua efetiva necessidade imediata e sua capacidade de assumir compromissos de médio e longo prazos.

"Ao pensar no futuro, tem procurado equilibrar suas finanças muitas vezes por meio do consórcio, um sistema de autofinanciamento, genuinamente brasileiro e que existe há quase 55 anos", complementa Rossi.

No país, potenciais participações crescem

O levantamento mostrou ainda que, nas potenciais participações ao longo dos últimos oito anos, ocorreram oscilações em todos os setores analisados.
As contemplações, momento que o consorciado tem oportunidade de concretizar a compra do seu veículo leve novo ou seminovo, por exemplo, registraram crescimento de 22,7 pontos percentuais entre 2009 e 2016.

No setor das duas rodas, apesar das retrações ocorridas em 2010 e 2011, houve expansão de 26,4 pontos percentuais na potencial participação do Sistema de Consórcios nas vendas acumuladas no país.

Nos caminhões, parte significativa dos veículos pesados, o avanço também foi positivo em 36,4 pontos percentuais no período analisado. Partiu de 23,7% em 2009 e atingiu 60,1% no último ano.

A presença no setor imobiliário, considerada a potencialidade das contemplações, foi de mais 3,8 pontos percentuais de 2016 sobre 2009, ao sair de 17,8% e chegar aos 21,6%.

12.06.17 11:10

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