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Em julho, sistema de consórcios bate recorde de vendas de novas cotas do ano

Com adesões setoriais recordes, veículos leves, imóveis, veículos pesados e eletroeletrônicos contribuíram para alta de quase 9% do segmento


"Ao observar os resultados, fica clara a tendência de consumo de bens ou serviços com consciência e responsabilidade, com foco na gestão das finanças e com atenção aos princípios da educação financeira".

"Nossas projeções para o Sistema de Consórcios são tradicionalmente conservadoras. Contudo, os indicadores dos sete primeiros meses permitem confiar na ampliação da modalidade até dezembro, caso a evolução da economia no ritmo atual continue", adianta o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi.

Com 202,5 mil novas cotas comercializadas em julho, o Sistema de Consórcios bateu o recorde do ano e manteve o ritmo de crescimento registrado nos últimos meses. As adesões acumuladas de janeiro a julho superaram 1,303 milhão unidades com 8,8% de alta sobre as 1,198 milhão contabilizadas no mesmo período do ano passado.

Os quatro maiores volumes de vendas setoriais do ano anotados naquele mês - veículos leves com 97,5 mil; imóveis com 27 mil; veículos pesados com 5,5 mil e eletroeletrônicos com 1,85 mil cotas - contribuíram para o aumento geral do mecanismo

"A crescente procura pela modalidade vem evidenciando um comportamento diferenciado do consumidor", esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "Ao observar os resultados, fica clara a tendência de consumo de bens ou serviços com consciência e responsabilidade, com foco na gestão das finanças e com atenção aos princípios da educação financeira".

Os créditos comercializados correspondentes somaram R$ 53,33 bilhões (jan-jul/2017), 25,3% acima dos R$ 42,57 bilhões verificados anteriormente (jan-jul/2016). O tíquete médio de R$ 46,5 mil de julho, também o maior do ano, foi 19,8% superior que os R$ 38,8 mil do mesmo mês em 2016.
Enquanto os indicadores de vendas avançaram, os de contemplações se retraíram. Nos sete primeiros meses houve acúmulo de 707,5 mil consorciados contemplados, 7,4% inferior aos 764 mil do mesmo período do último ano. Nos créditos concedidos correlatos houve 2,2% de baixa, reduzindo de R$ 23,09 bilhões para R$ 22,58 bilhões.

No sétimo mês deste ano, o total de participantes ativos com 6,90 milhões de consorciados foi 1,6% menor que os 7,01 milhões (2016) anteriores.

A entrada de novos consorciados foi novamente significativa em cinco dos seis setores onde a modalidade está presente: veículos automotores leves e pesados, imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis. O maior percentual foi no de serviços, com alta de 91,3%. A seguir vieram eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 29,1%; veículos leves com 20,1%; imóveis com 10,5% e veículos pesados com 8,9%. O setor de motocicletas e motonetas permaneceu negativo com percentual de - 4,6%. Porém, apesar do número menor de vendas em julho, mostrou recuperação no acumulado dos sete meses deste ano em relação ao do ano passado.

"Com a economia gradativamente mostrando recuperação em alguns setores, o consórcio, desde maio do ano passado, tem apresentado resultados positivos que, além de contribuir como fator de reativação dos negócios nos elos da cadeia produtiva, demonstra o quanto os consumidores podem realizar a aquisição de bens ou contratação de serviços de forma simples e econômica, ao gerirem bem suas finanças", diz Rossi.


Mutações nas classes sociais

Em pesquisa da Quorum Brasil, realizada a pedido da ABAC, os resultados mostraram novos perfis de consorciados nas classes sociais, comparando 2016 e 2017.

Com a crise econômica dos últimos anos, as classes sociais C e D foram as mais afetadas, devido a migração de outras classes. A exemplo do que vem acontecendo em quase todos os segmentos da economia, também nos consórcios constatou-se essa mudança.


Uma das situações apontadas no levantamento foi a concentração da renda familiar, com 19% das famílias nas classes A e B reunindo 63% da renda, tornando maior a procura na conquista desses clientes. Em 2017 essa questão deverá perdurar no mercado.


Perspectivas até o final do ano

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, a evolução e a expectativa de rápida recuperação dos setores econômicos, que passam também pela redução do desemprego, começam a ser sentidas. O índice de desocupação, por exemplo, diminuiu do trimestre encerrado em abril para o trimestre concluído em maio deste ano, ficando em 13%. Ainda, segundo a Pesquisa, outro indicador das Contas Nacionais Trimestrais apontou crescimento de 0,7% nas despesas de consumo das famílias no segundo trimestre deste ano versus o mesmo período de 2016.

Paralelamente, o PIB cresceu pela segunda vez consecutiva. Com a alta verificada no comércio e a retomada do consumo das famílias, que foi 0,2% maior que o do primeiro trimestre deste ano e que, por sua vez, já havia crescido no período anterior, depois de mais dois anos de quedas seguidas.

Ao contar com uma inflação estabilizada e ao mudar lentamente seu comportamento, o consumidor tem procurado conhecer e aprofundar seus conhecimentos sobre educação financeira para melhorar o controle de suas finanças e, assim, continuar consumindo e investindo com responsabilidade, ao assumir compromissos adequados ao seu orçamento.

O consórcio, parcela importante desse processo, justifica suas características ao apresentar resultados positivos e crescentes há mais de um ano. "Nossas projeções para o Sistema de Consórcios são tradicionalmente conservadoras. Contudo, os indicadores dos sete primeiros meses permitem confiar na ampliação da modalidade até dezembro, caso a evolução da economia no ritmo atual continue", adianta o presidente executivo da ABAC.

Altas e recordes

As vendas mensais de novas cotas deste ano registraram em julho o maior volume mensal de 2017. Com 202,5 mil, as adesões elevaram a média dos sete primeiros meses para 186,1 mil, atingindo 8,8% mais que a de 171,1 mil apontada no mesmo período do ano passado, demonstrando crescente procura pela modalidade.


Ao analisar o tíquete médio mensal, notou-se aumento para R$ 46,5 mil em julho sobre os R$ 36,8 mil de janeiro deste ano. Crescimento de 26,4%. Já em 2016, a mesma média registrou alta de 15,5%, subindo de R$ 33,6 mil (janeiro) para R$ 38,8 mil (julho).

A diferença verificada entre as médias registradas, ao final dos períodos de janeiro a julho de cada ano, foi favorável para a de 2017 com R$ 7,7 mil a mais que a de 2016.


Os R$ 9,41 bilhões em créditos comercializados em julho foram recorde no ano. Já entre o acumulado de janeiro a julho houve alta de 45,4% sobre os R$ 6,47 bilhões iniciais. No mesmo período do ano anterior, o aumento foi de R$ 5,67 bilhões para R$ 7,06 bilhões, com alta de 24,5%, inferior à deste ano em 20,9 pontos percentuais.



19.09.17 12:50

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