4-0-3
 
 
Página Inicial  

Pesquisar pelo Site:

Oriente-se
Empresas
Imóveis
Turismo
 
 



 

Taxa básica de juros pode ser reduzida ao menor nível da história nesta semana

Nosso âncora, Miguel José Ribeiro de Oliveira, também espera por redução de 0,5 ponto percentual na reunião desta semana, porque a inflação baixa permite mais esse corte. Mas consumidores e empresas ainda não têm o que comemorar com as reduções da Selic. Isso porque a diferença entre a taxa Selic e os juros cobrados nos empréstimos aos consumidores ainda é grande.

A taxa básica de juros, a Selic, poderá chegar ao menor nível da história na próxima quarta-feira (6). A expectativa de instituições financeiras é que a taxa básica seja reduzida de 7,5% ao ano para 7% ao ano, na última reunião de 2017 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Se a expectativa se confirmar, será o décimo corte seguido na taxa básica. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Previdência

O diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, também espera por redução de 0,5 ponto percentual na reunião desta semana, porque a inflação baixa permite mais esse corte.

A expectativa do mercado financeiro é que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,06%, quase no piso da meta (3%). Essa meta tem como centro 4,5%. Para 2018, a previsão é que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,02%.

No próximo ano, devem pesar nas decisões do Copom preocupações com os gastos públicos e a não aprovação da reforma da Previdência. Com indicações de que a reforma possa não ser votada, o mercado financeiro enfrenta oscilações, com queda da bolsa e alta do dólar. O dólar mais caro pressiona a inflação com o aumento dos custos de bens importados.

Redução

Outro fator que vai influenciar o movimento do mercado são as eleições no próximo ano, a depender de quem serão só candidatos e quais estarão à frente nas pesquisas. “Isso pode trazer preocupações”, disse Oliveira.

Mesmo assim, Oliveira disse acreditar que há alguma chance de o Copom voltar a reduzir a Selic no início de 2018 para 6,75%, porque ainda há um 12,7 milhões de desempregados no país, o que reduz a pressão sobre o consumo.

Mas, na avaliação do diretor da Anefac, essa taxa deve voltar a subir no meio do ano. “Vai subir pouco: 0,25 ponto percentual. Não vamos mais voltar ao que tinha no passado”, prevê.

Selic

Segundo Oliveira, consumidores e empresas ainda não têm o que comemorar com as reduções da Selic. Isso porque a diferença entre a taxa Selic e os juros cobrados nos empréstimos aos consumidores ainda é grande. “Só teremos uma queda efetiva e mais acentuada para os consumidores e empresas quando tivemos um ambiente de redução da inadimplência e uma melhora do quadro de desemprego, que reduz o risco. As taxas de juros ficarão por um tempo em patamares elevados”, acrescentou Oliveira.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

. Com Agência Brasil

04.12.17 11:10

Outras Notícias:  
08.12.17 21:26 Comércio deve contratar mais de 74 mil trabal...
08.12.17 21:20 Inflação no ano é de 2,5%, o menor resultado ...
07.12.17 19:20 Custo da cesta básica cai em 17 capitais, aponta Dieese
07.12.17 19:12 Indicador de emprego da FGV chega a 103,9 pon...
06.12.17 20:54 Copom reduz juros básicos para 7% ao ano, o m...
06.12.17 17:28 Poupança tem melhor resultado para novembro em quatro anos
05.12.17 19:29 Indústria cresce 5,3% em outubro, maior taxa ...
04.12.17 11:15 Mercado financeiro aumenta projeção para cres...
04.12.17 11:10 Taxa básica de juros pode ser reduzida ao men...
01.12.17 19:28 Superávit da balança comercial atinge marca i...
 
Anterior [1/1052] Próximo
Copyright © Vida Econômica - É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Power by Sistema agencianaweb.com.br