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Consórcios ultrapassam R$73 bi no ano e registram novo recorde em setembro

Com alta de cerca de 30% nos negócios, no nono mês de 2017, vendas de novas cotas bateram recordes em todos os setores onde o consórcio está presente


"Esse pequeno retrospecto", esclarece Rossi, "aliado ao crescimento observado no Sistema de Consórcios desde maio do ano passado, permite reiterar que, com uma dose de otimismo, devamos encerrar 2017 com ampliação dos negócios consorciais em relação a 2016 e com boas perspectivas para 2018, considerando não acontecer nenhuma ocorrência significativa de ordem político-econômica nos próximos meses", avalia Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac.

O Sistema de Consórcios repetiu a boa performance registrada até agosto e voltou a bater recorde de vendas mensais de novas cotas no ano. Ao totalizar 230 mil adesões, o mecanismo manteve o ritmo de crescimento registrado ao longo de 2017. O acumulado dos nove primeiros meses atingiu 1,75 milhão de unidades, 9,4% maior que as 1,60 milhão totalizadas no mesmo período em 2016.

No balanço de setembro, todos os setores onde o consórcio está presente registraram alta nas adesões, batendo recordes mensais em veículos leves com 108 mil; motocicletas com 78 mil; imóveis com 31,5 mil; veículos pesados com 6,25 mil, serviços com 3,75 mil e eletroeletrônicos com 2,5 mil cotas, proporcionando o maior volume já contabilizado pela modalidade em 2017.

Os créditos comercializados oriundos das vendas de novas cotas somaram R$ 73,57 bilhões (jan-set/2017), 29,3% superior aos R$ 56,88 bilhões do mesmo período do último ano. O tíquete médio de R$ 43,9 mil de setembro foi 24% maior que os R$ 35,4 mil do mesmo mês do ano anterior.

"A manutenção do ritmo de vendas anotado em setembro em relação aos meses anteriores deste ano, inclusive com recordes em todos os setores, bem como a alta significativa nos créditos comercializados, nos permite projetar crescimento do Sistema de Consórcios até dezembro", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "A grande procura pela modalidade como investimento pessoal, familiar ou empresarial, de acordo com os resultados constatados na pesquisa da Quorum Brasil, resultou em 78% dos entrevistados informando ser o consórcio um bom investimento, refletindo o comportamento consciente do consumidor quanto ao conhecimento e adoção dos conceitos da educação financeira, ao praticá-los na gestão de suas finanças".


Enquanto os indicadores de vendas cresceram, os de contemplações apresentaram reduções. De janeiro a setembro, a somatória de consorciados contemplados atingiu 912,6 mil, 5,6% inferior aos 967 mil dos mesmos nove meses de um ano atrás. Nos correspondentes créditos concedidos, foi registrada estabilidade entre os valores apurados em 2017 e 2016, pouco acima dos R$ 29 bilhões.

O total de participantes ativos também permaneceu estável em relação à média anual de 6,93 milhões de consorciados ao ficar em 6,87 milhões (set/2017), 1,9% inferior aos 7 milhões anteriores (set/2016).

Ao chegar ao nono mês do ano, o acumulado de vendas de novas cotas apresentou avanços em todos os setores, inclusive com recorde mensal no ano nos seis setores, considerando a soma das adesões em veículos automotores leves e pesados, motocicletas, imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis. O maior percentual de aumento em relação aos mesmos nove meses de 2016 foi registrado no setor de serviços, com alta de 93,5%. A seguir vieram: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 44,7%; imóveis com 27,3%; veículos pesados com 15,4%; e veículos leves com 14,7%. O setor de motocicletas e motonetas reduziu sua retração e ficou em - 3,9%.

"Como pode ser observado nos diversos indicadores do Sistema, a evolução, que teve início a partir do segundo quadrimestre do ano passado, vem à frente da gradativa recuperação já percebida em vários setores da nossa economia. Isso, certamente, está contribuindo para a reativação dos negócios nos diversos elos da cadeia produtiva", complementa Rossi.


Negócios crescem 56,1% no ano e adesões batem recorde

O volume de R$ 10,10 bilhões em créditos comercializados em setembro deste ano foi 29,3% maior que o do mesmo mês em 2016. Entre o total de janeiro e o de setembro, o crescimento foi 56,1% sobre os R$ 6,47 bilhões iniciais. No mesmo período em 2016, a alta foi de 16%, relativa ao aumento de R$ 5,67 bilhões para R$ 6,58 bilhões. Na comparação entre os volumes dos meses de setembro de cada ano, 2017 levou vantagem de 53,5% sobre o do ano passado.


Ainda em setembro, as adesões assinalaram novos recordes no ano. As 230 mil vendas propiciaram uma evolução na média dos nove primeiros meses para 194,4 mil, 9% maior que a de 178,3 mil obtida no mesmo período do ano passado, ratificando a crescente procura pelo mecanismo.


O tíquete médio mensal também apontou alta de 19,3% ao partir de R$ 36,8 mil em janeiro deste ano para R$ 43,9 mil em setembro último. No ano passado, a evolução foi de R$ 33,6 mil (janeiro) para R$ 35,4 mil (setembro), com aumento de 5,4%.

A diferença verificada entre as médias registradas no nono mês de cada período foi positiva em R$ 8,5 mil, com a de 2017 maior que a de 2016.


Perspectivas otimistas

Os últimos indicadores econômicos reforçam a retomada do crescimento. A inflação deste ano deverá fechar dentro do centro da meta - IPCA 3,1% - fato que não ocorria há mais de 8 anos. A perspectiva para 2018 é de um cenário de estabilização inflacionária, na qual a projeção do índice estará próxima aos 4%.

Com esse panorama, fica claro que as políticas macroeconômicas e as reformas estão começando a gerar resultados. A inflação sob controle propicia forte redução da taxa Selic. Se no início deste ano a previsão era de aproximadamente 9,7% a.a., hoje a perspectiva é de 7% a.a. até dezembro.

Com o custo do dinheiro mais barato - principalmente para o empresariado - a previsão de crescimento da economia continuará sendo revista para cima. Enquanto este ano a estimativa de crescimento do PIB ainda é modesta, 0,75% (percentual que quebra as duas quedas anteriores e consecutivas), para 2018 deverá ocorrer uma evolução de 2,5%.

Do lado do consumidor, com o resgate crescente do otimismo, seu comportamento será de planejar para fazer novos investimentos. Com a inflação controlada, sua renda estará preservada e originará mais oportunidades para ele alocar seus recursos.

Apesar de os setores industrial e comercial ainda operarem com ociosidade - situação que reflete a lenta recuperação dos empregos, alguns aspectos apontam hoje para um cenário diferente daquele existente nos últimos anos.

Um exemplo está no Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getúlio Vargas que mostrou avanços nos nove primeiros meses do ano e atingiu seu maior nível desde agosto de 2014. Outra referência está nos preços dos produtos e serviços na região metropolitana de São Paulo (RMSP) que acumulou alta de 2,09% de janeiro a setembro de 2017, um porcentual bastante abaixo dos 5,39% apurados no mesmo período do ano passado, segundo a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

"Esse pequeno retrospecto", esclarece Rossi, "aliado ao crescimento observado no Sistema de Consórcios desde maio do ano passado, permite reiterar que, com uma dose de otimismo, devamos encerrar 2017 com ampliação dos negócios consorciais em relação a 2016 e com boas perspectivas para 2018, considerando não acontecer nenhuma ocorrência significativa de ordem político-econômica nos próximos meses".


14.12.17 12:34

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