4-0-3
 
 
Página Inicial  

Pesquisar pelo Site:

Oriente-se
Empresas
Imóveis
Turismo
 
 



 

FMI considera adequada atuação do BC para conter alta do dólar



O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as Américas, Alejandro Werner, afirmou que o anúncio do Banco Central do Brasil de que não utilizará a política monetária para controlar a alta do dólar é uma decisão adequada. “Para administrar, suavizar e evitar condições desordenadas nos mercados financeiros, como no de câmbio, há outros instrumentos”, afirmou. A política utilizada pelo Banco Central, até agora, tem sido os leilões de swaps cambiais.

Ontem (7), o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, havia dito que não iria usar a taxa básica de juros, a Selic, para interferir no câmbio. Ele assegurou que a política monetária continuará sendo utilizada para controlar a inflação, sua função principal. Goldfajn também afirmou que até o final da semana que vem ocorrerão leilões adicionais de contrato de swap cambial no valor total de US$ 20 bilhões.

“Cremos que, em termos gerais, são os princípios adequados à condução da política monetária e financeira do Brasil. Claramente, o movimento das moedas dos países desenvolvidos tem impacto sobre os países emergentes”, afirmou o diretor do FMI. Segundo ele, há mercados emergentes vulneráveis, mas também há um grupo de emergentes que tem setor financeiro sólido “que vão permitir enfrentar muito bem a situação”.

Quando questionado se o Brasil estaria entre o grupo de países vulneráveis, o diretor afirmou que o país não tem questões preocupantes relacionadas a vulnerabilidades externas, como problemas em conta corrente. “É uma economia que não tem uma necessidade de financiamento externo grande”, afirmou.

Ainda assim, o diretor comentou o desequilíbrio fiscal brasileiro e a importância de discutir o tema durante as eleições deste ano. “Nos últimos anos, o Brasil passou a enfrentar um desafio fiscal muito importante, e esse desafio é muito grande e já está presente no debate político com as discussões da reforma previdenciária”, disse. As declarações foram feitas durante uma coletiva do FMI realizada hoje para detalhar o acordo fechado ontem entre o fundo e a Argentina, que colocará US$ 50 bilhões a disposição do país durante 36 meses.

“A agenda do Brasil, para os próximos anos para poder consolidar sua situação econômica está muito clara e isso estará presente no processo eleitoral, e o próximo governo dará os sinais importantes para ver se estes pontos avançam ou não”, concluiu Werner.

Paola De Orte
da Agência Brasil Washington (EUA)

08.06.18 17:17

Outras Notícias:  
15.08.18 13:03 Atividade econômica recua quase 1% no segundo trimestre
15.08.18 12:59 Empresários brasileiros buscam ampliar parcer...
15.08.18 12:56 Termina hoje às 19h prazo para registro de ca...
14.08.18 10:36 Trabalhadores de todas as idades já podem sac...
14.08.18 10:32 Setor de serviços cresce 6,6% em junho, maior...
13.08.18 13:20 Estimativa do mercado financeiro para inflaçã...
13.08.18 13:18 Banco Central aprova aquisição da XP Investim...
11.08.18 12:59 Juros do cartão de crédito rotativo vão de 45...
11.08.18 11:26 Especialista descarta possibilidade de renova...
11.08.18 11:16 Lava Jato denuncia Palocci e Mantega por lavagem de dinheiro
 
Anterior [2/1095] Próximo
Copyright © Vida Econômica - É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Power by Sistema agencianaweb.com.br