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Com negócios próximos a R$50 bilhões, consórcios crescem 10% no primeiro semestre

As altas superaram as expectativas


“O Sistema de Consórcios, que também sentiu os efeitos das turbulências econômicas, obteve bons resultados em junho, como os recordes nas vendas de novas cotas em veículos pesados e em imóveis. O consumidor mais amadurecido tem demonstrado maior consciência e responsabilidade de como administrar suas finanças pessoais ao aderir ao consórcio”, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

O Sistema de Consórcios fechou o primeiro semestre do ano com vendas de 1,22 milhão de novas cotas, totalizando R$ 48,30 bilhões em créditos contratados. Quando aferidos com os mesmos seis meses de 2017, as altas superaram as expectativas. As adesões cresceram 10,9% sobre as 1,10 milhão do ano passado, enquanto os negócios aumentaram 10% em relação aos R$ 43,92 bilhões do mesmo período.

A exemplo dos meses anteriores, a soma de cotas no semestre é novamente o maior volume quando comparada aos acumulados no mesmo período desde 2014. Somente em junho, houve entrada de 208 mil novos consorciados, com três recordes do ano: motocicletas, com 85 mil adesões; imóveis, com 23,25 mil; e veículos pesados, com 7,25 mil.



O tíquete médio em junho foi de R$ 41,8 mil, sendo 3,2% acima dos R$ 40,5 mil anotados no mesmo mês do ano passado. O aumento em relação a janeiro foi de 8,6% sobre os R$ 38,5 mil.

Com 125 dias úteis no primeiro semestre, os mesmos trabalhados há um ano, a média diária das adesões alcançou 9,8 mil, 11,4% mais que as anteriores 8,8 mil. Em junho, quando foram comercializadas 9,9 mil cotas/dia, a alta foi de 16,5% sobre as 8,5 mil/dia em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em junho, o total de participantes ativos somou 7,012 milhões, 1,2% maior que os 6,931 milhões daquele mês em 2017. O crescimento tem sido constante nos últimos nove meses: enquanto em outubro último eram 6,860 milhões, atualmente são 7,012 milhões, 2,2% maior.



O acumulado de contemplações apontou baixa de 1,5%. O total de janeiro a junho deste ano foi de 595,1 mil, inferior às 604 mil (jan-jun/2017) anteriores. Os correspondentes créditos concedidos, que potencialmente podem ter sido injetados nos diversos segmentos da economia onde o consórcio está presente, apontaram crescimento de 5,2%. Em 2017, somaram R$ 19,12 bilhões (jan-jun), enquanto neste ano atingiram R$ 20,12 bilhões, ratificando a boa presença da modalidade nos elos da cadeia produtiva.


Ritmo de alta no semestre

No encerramento do primeiro semestre do ano, o desempenho da economia apresentou forte retração ainda em razão dos prejuízos provocados com a paralisação do transporte rodoviário de carga, gerando, inclusive, revisão para baixo na expectativa do crescimento anual do PIB.

Apesar de os grandes setores da economia estarem voltando ao vermelho, os efeitos negativos não foram sentidos da mesma forma. A indústria foi quem mais perdeu, registrando um recuo da produção física de nada menos do que 10,9% entre maio e abril, já descontados os efeitos sazonais, segundo o IEDI Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.

O Indicador Movimento do Comércio, depois de mostrar recuo em maio, sinalizou recuperação no desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil e avançou 3,1% no acumulado do 1º semestre de 2018, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC.

O volume de serviços, setor de maior participação nas atividades econômicas, também em razão da greve ocorrida nos últimos dez dias do mês, apresentou queda de 3,8% em maio sobre abril, com ajuste sazonal, segundo o IBGE.

Deste modo, o nível de atividade econômica, que parecia se livrar do baixo dinamismo do primeiro trimestre do ano, com um crescimento um pouco mais substancial em abril, sofreu oscilações e forte dano posterior. O indicador IBC-Br, do Banco Central, ilustra bem essa piora: caiu 3,3%. Em contrapartida, o governo federal anunciou aumento da arrecadação tributária, sinalizando que houve crescimento dos negócios com consequente maior receita.

Destaque-se que os efeitos da parada dos caminhoneiros apenas aprofundaram perdas que já vinham ocorrendo há mais tempo, isto é, os eventos atípicos de maio podem não ter sido a única causa da retração da economia.

"Ao seguir avançando, o Sistema de Consórcios, que também sentiu os efeitos dessas turbulências, obteve bons resultados em junho, como os recordes nas vendas de novas cotas em veículos pesados e em imóveis. Ao reafirmar a tendência de o consumidor procurar por mais informações e por maior conhecimento sobre o mecanismo - em perfeita consonância com os conceitos da educação financeira -, as decisões de comprometimentos financeiros foram possíveis com consequente aumento das adesões à modalidade, para aquisição de bens ou contratação de serviços", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Com o final da copa do mundo de futebol e com os movimentos políticos relativos às próximas eleições, o ano parece seguir sua atipicidade, acrescido de altas e baixas setoriais, incluindo as oscilações cambiais, geralmente provocadas pelo mercado externo e pela insegurança interna. Rossi comenta que, apesar desse panorama, "o consumidor mais amadurecido tem demonstrado maior consciência e responsabilidade de como administrar suas finanças pessoais ao aderir ao consórcio como forma de atingir seus objetivos, ao poupar investindo em bens que resultem na formação ou ampliação de patrimônio ou, ainda, na contratação de serviços que ampliem a qualidade de vida pessoal ou familiar".

Para contribuir com a formação da cidadania financeira, de acordo com as características incentivadas pelo Banco Central em sua agenda BC+, a ABAC preparou e disponibiliza em seu site - www.abac.org.br - para download a cartilha "NA CORDA BAMBA - COMO A EDUCAÇÃO FINANCEIRA PODE MELHORAR SUA VIDA", um verdadeiro bê-á-bá da educação financeira.

Trata-se de uma publicação didática, em formato digital, destinada aos que planejam o orçamento mensal responsável, optando, em diversas ocasiões, pelo consórcio para a realização de objetivos", finaliza Rossi. Ao partir de três questões básicas: "Quanto ganha? Quanto gasta? Em que gasta?", a cartilha discorre sobre o seu Eu financeiro, procurando mostrar e explicar qual é sua real situação financeira, classificando-o como: investidor, equilibrado financeiramente ou endividado.

Pesquisa mostra a importância do planejamento futuro

As vendas de novas cotas do Sistema de Consórcios têm contabilizado expressivos avanços entre aqueles que, considerando a essência da educação financeira, planejaram e planejam o futuro por meio da modalidade, pensando em adquirir bens ou contratar serviços, ao assumir compromissos dentro de suas capacidades financeiras.

Antes de aderirem à modalidade, os consorciados têm projetado sua adesão buscando informações de várias formas. A maioria, com 38%, apoiou-se nos subsídios junto a familiares e amigos. Outras fontes, bastante fortes, foram os sites das administradoras de consórcio, com 25%. As redes sociais, incluindo as próprias e aquelas vinculadas às empresas, somaram 15%. Os restantes 22% dividiram-se em sites de reclamações (10%), do Banco Central e lojas (3% cada) e dos bancos, blogs, profissionais de vendas (2% cada).


Todavia, quando se tratou de esclarecer dúvidas, a maioria dos interessados (55%) procurou os vendedores ou representantes, seguida das pesquisas na internet (27%). Os demais pesquisados se dirigiram aos escritórios das administradoras ou dos representantes (8%), ou recorreram a amigos e familiares (6%) e gerentes de agências bancárias (4%).


Os acessos à internet têm sido um dos fatores de conscientização ou esclarecimentos de eventuais dúvidas sobre as características e o funcionamento do Sistema de Consórcios. Porém, no momento da decisão, a maioria dos interessados foi influenciada pelos familiares e amigos (45%), vendedores e corretores (23%), gerente do banco (3%) e outros (1%). Houve quem não se lembrasse (4%), bem como 24% disseram ter decidido sozinhos.

Paralelamente, 85% do total consultado adiantou que o fizeram pessoalmente para fechar o negócio, enquanto 7% recorreram ao telefone, 5% on-line e 3% por e-mail.






21.08.18 13:59

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