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Índice de renovação no Senado é de 87%; 46 dos 54 eleitos são novatos



O resultado final das eleições deste ano para o Senado mostra que das 54 cadeiras em disputa – 2/3 do total de 81 senadores – 46 serão ocupadas por novos parlamentares, um índice de renovação de 87,03%. Apenas 8 dos 32 que tentavam a reeleição obtiveram êxito nas urnas.

A partir de 2019, com os senadores novatos chegam também 5 novos partidos – PSL, PHS, PSC, PRP e Solidariedade –, que atualmente não têm representantes no Senado e passarão a contar com, pelo menos, um senador cada. O PCdoB, ao contrário, deixará de ter representantes na Casa. Com isso, o número de partidos no Senado deverá subir de 18 para 21 nos próximos quatro anos.

Entre os atuais senadores que concorreram ao cargo de governador, Ronaldo Caiado (DEM) e Gladson Cameli (PP) venceram em primeiro turno, respectivamente em Goiás e no Acre. Disputam ainda o segundo turno os senadores Antonio Anastasia (PSDB), em Minas Gerais, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte.

Bancadas

O MDB, que tem atualmente 18 senadores, é o partido que mais perde espaço – 6 cadeiras a menos. Apesar disso, com 12 senadores, a legenda continuará com a maior bancada no Senado.

O PSDB é o segundo partido que mais perde representação – 4 cadeiras –, mas se mantém como a segunda maior força na Casa, com 8 senadores.

Em seguida aparece o PSD, que ganha 2 senadores e terá uma bancada com 7 parlamentares.

O PT, por sua vez, terá 3 senadores a menos e ficará, a partir do ano que vem, com uma bancada de 6 parlamentares, juntamente com o DEM.

A Rede, que tinha apenas um senador, e o novato PSL são os partidos que mais ganham senadores – 4 cada. A Rede sai de 1 para 5 senadores, enquanto o PSL, que não tinha representantes no Senado, passará a contar com 4.

Renovação

No Ceará, o ex-governador Cid Gomes foi eleito com 41,61% dos votos, seguido pelo empresário do setor de segurança e de hotelaria e também estreante Eduardo Girão (Pros), que teve 17,09%. Ambos desbancaram o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, que ficou na terceira posição com 16,9%.

Com mais de 4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro (PSL) – filho de Jair Bolsonaro, candidato que disputa a Presidência da República em segundo turno – obteve 31,3% dos votos válidos, superando Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro e pai do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Entre os eleitos estão ainda 16 deputados federais, entre os quais: Major Olímpio (PSL), Mara Gabrilli (PSDB), Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Izalci Lucas (PSDB), Luis Carlos Heinze (PP), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

Não reeleitos

Não foram reconduzidos ao cargo 24 senadores: 7 do MDB; 5 do PSDB; 2 do PT; 2 do PR; 2 do PRB; 2 do PSB; 1 do PPS; 1 do PP; 1 do PCdoB; e 1 do DEM. No MDB, entre os que ficaram de fora, está o presidente nacional do partido, Romero Jucá, que não se reelegeu após três mandados consecutivos.


Murilo Souza
Agência Câmara Notícias

10.10.18 20:19

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