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Guia dos Juros cresce e aparece para enfrentar a crise e os juros altos e absurdos

Círculo vicioso: 23 anos de juros elevados

Defenda-se dos maiores juros do mundo

Taxa média de juros em novembro cobrada ao ano

Cartão: 275%

Cheque especial: 283%

Financeira: 121,5%

Juros do comércio: 82,5%

Apesar da maior crise econômica da história do país. os juros elevados continuam a ser cobrados ao consumidor. Isso tudo em tempos de Lava Jato, Petrolão e corrupção de grandes empreiteiras, políticos e governo.

Para enfrentar a crise, o Guia dos Juros de 2018/2019 destaca a urgência e a importância do brasileiro aprender o cálculo dos juros compostos e conseguir interpretar os anúncios de venda de produtos a prazo que confundem e enganam o consumidor, tais como aqueles que destacam financiamento com “juros zero”, "sem juros" ou “preço à vista igual ao preço a prazo”.


O consumidor compra uma geladeira e paga um microondas ou outra geladeira de juros.

Esse cenário enganação e abuso na cobrança de juros. que contraria o Código de Defesa do Consumidor, teve alteração no mês de junho de 2017, quando o governo transformou em Lei a Medida Provisória 764/201, que obriga os estabelecimentos a informarem os clientes, em local visível, sobre as suas ofertas.

A nova legislação permite ao comerciante fazer um preço diferente de acordo com o meio de pagamento, seja dinheiro, cartão ou de débito crédito. Entretanto, os juros do financiamento continuam em grande parte embutidos. Por isso, todo cuidado é pouco.

Na realidade, o brasileiro em busca da conquista da sua cidadania financeira continua a ser o principal agente econômico interessado em buscar alternativas para a redução dos juros que fazem o preço do produto financiado dobrar o valor da compra.


A edição de 2018/2019 do Guia dos Juros digital atualiza a campanha em prol da educação financeira realizada pelo portal Vida Econômica. Acompanhe.

“A maior crise econômica da história do país torna mais evidente e urgente a necessidade do brasileiro aprender o cálculo de juro composto que faz o preço de um produto dobrar o valor da compra”.

É o que destaca a edição de 2018/2019 do Guia dos Juros – O poder do seu dinheiro na sua Apresentação, explicando que “para enfrentar esse grande desafio de tornar simples e acessível o cálculo de juro composto, Miguel José Ribeiro de Oliveira, ex-presidente da Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade e autor da primeira pesquisa de juros ao consumidor, criou as tabelas práticas para o cálculo de juro de financiamento de até 120 meses (10 anos)”.

Para facilitar a vida do usuário, a edição do Guia dos Juros de 2018 fez uma série de atualizações. Dessa forma, o conteúdo está dividido em duas partes e organizado em arquivos separados.

A Parte 1 contém tudo o que é importante sobre os juros na vida do consumidor e do país. Desde a primeira pesquisa de juros no Brasil até os principais temas, novidades, dicas e orientações para identificar os juros embutidos.

A Parte 2 é dedicada exclusivamente ao ensino do cálculo de juros compostos feito de uma maneira simples e prática com uma série de exemplos.

Quem ensina o método inovador é o nosso âncora Miguel de Oliveira. Tudo é ensinado passo a passo e demonstrado de maneira simples e prática sobre a utilização das tabelas de cálculo de juros.

Quem apresenta e faz esse resgate histórico de uma parte fundamental da história econômica é o nosso responsável pela comunicação do Vida Econômica, Vicente Teixeira, que realizou durante anos a divulgação da pesquisa de juros da Anefac, tornando-se pioneiro da proposição da importância do Guia dos Juros para educação financeira nas escolas, faculdades, empresas e entidades de classe.


Para aprender e treinar o cálculo de juros compostos, essa nova edição dobrou o número de exemplos contidos nas edições anteriores. São vinte exemplos de produtos comprados a prazo, tais como celular, notebook, bicicleta, artigos de ginástica e de decoração, geladeira, moto, carros e casas.

“Em tempos de Lava Jato, eleições e esperança de mudanças, o poder do dinheiro cresce à medida que o consumidor conhece o histórico da cobrança dos juros elevados, exige os seus direitos, pesquisa os preços, planeja seu orçamento e tem um instrumento para servir de guia, poupar e calcular os juros compostos de maneira simples e prática”, demonstra.

Como interpretar os anúncios de cobrança de juros

“Abuso da economia popular”

A nova edição aumenta sua atenção para as dicas e orientações sobre a cobrança de juros, mostrando as dicas e as “pegadinhas” dos juros embutidos. São uma série de exemplos antigos e atuais de distorções nos anúncios de cobrança de juros. O prejuízo do consumidor aumenta na medida em que não identifica os abusos e as irregularidades.

Um dos exemplos mostra um caso antigo que ficou famoso por cobrar juros estratosféricos na venda de um perfume, apesar do valor pago em duas prestações parecer pequeno. Esse exemplo é atualizado e demonstra como identificar os juros absurdos que nos últimos tempos estão embutidos.

Os anúncios de venda de produtos que mais confundem e enganam o consumidor são aqueles que destacam financiamento a prazo com “juros zero”, “sem juros” ou “preço à vista igual ao preço a prazo”.


“O consumidor compra uma geladeira e paga um microonda de juros. Isso é malandragem. Isso é abuso da economia popular porque eles embutem os juros no preço à vista e empurram o crédito para a pessoa e ganham em cima do juro”, denunciou o professor Eduardo Giannetti da Fonseca, economista e cientista social, autor do livro O valor do amanhã – Ensaio sobre a natureza dos juros, no programa do Jô Soares, em junho de 2012.

Esse cenário de enganação e abuso na cobrança de juros teve alteração no mês de junho de 2017, quando o governo transformou em lei a Medida Provisória 764/2016, que permite ao comerciante fazer um preço diferente de acordo com o meio de pagamento, seja dinheiro, cartão ou de débito crédito. Entretanto, os juros do financiamento continuam em grande parte embutidos. Por isso, todo cuidado é pouco.

A nova regulamentação também obriga os estabelecimentos informarem os clientes, em local visível, sobre as suas ofertas. Em caso de descumprimento, as lojas estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor, que incluem multas e, em último caso, até mesmo a cassação do alvará de funcionamento. A nova lei não obriga nenhum lojista a oferecer o desconto. Mas, se o fizer, não poderá existir dúvida sobre o preço final do produto ofertado.

Agora é Lei


Além dessa alteração na legislação, o capítulo Agora é Lei reafirma o que já está destacado no Código de Defesa do Consumidor em relação à cobrança de juros. No artigo 37 do CDC, que trata da publicidade, afirma que é proibida toda propaganda enganosa ou abusiva.

Já o artigo 66 dispõe sobre as infrações penais para a empresa que “fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços”. A pena estabelece detenção de três meses a um ano e multa.

Nesse cenário de enganação e abuso, o comerciante e o empreendedor que atenderem com responsabilidade social e informações claras em relação aos juros cobrados pode ser beneficiado na competição para conquistar a preferência do cliente, destaca o Guia dos Juros.

Esse capítulo sobre dicas e orientações ressalta também as mudanças que ocorreram no cheque especial e no cartão de crédito, que bateu o recorde na cobrança de 486% ao ano, levando o governo a baixar medidas para a sua redução, que atingiu no mês de novembro o patamar ainda estratosférico de 280% ao ano.

A edição de 2018/2019 do Guia dos Juros digital atualiza a campanha em prol da educação financeira realizada pelo portal Vida Econômica (www.vidaeconomica.com.br).

Segundo os autores, aprender o cálculo dos juros compostos e conhecer a lógica dos juros altos e embutidos são passos indispensáveis para organizar as finanças pessoais e o desenvolvimento da educação financeira. Os juros elevados ao consumidor são responsáveis em grande parte pelos altos e preocupantes níveis de endividamento e de inadimplência.

Círculo vicioso: 23 anos de juros elevados


Durante 23 anos, a pesquisa de juros da Anefac registrou mensalmente a cobrança de juros altos nas principais linhas de crédito ao consumidor. A edição do Guia dos Juros de 2018 faz um breve balanço da primeira pesquisa de juros feita no Brasil na era da estabilidade econômica e demonstra as causas e as consequências dos juros elevados durante mais de duas décadas. Confira um trecho desse capítulo.

“Em tempos de Lava Jato, Petrolão e corrupção de grandes empreiteiras, políticos e governo, a economia brasileira passa por uma recessão duradoura, avaliada como a pior que ocorreu na história do país. Essa crise monumental gerou 14 milhões de desempregados. Apesar de aumentar o número de famílias que não consegue gastar apenas o que se ganha, o consumidor continua a ter dificuldades para se orientar em relação ao juro composto nas compras e financiamentos a prazo, na utilização do cartão de crédito rotativo e outras linhas de crédito com juros absurdamente elevados.

Muitos especialistas avaliam que há muito tempo, independente da crise, não existe uma explicação técnica para os juros elevados e muitas vezes absurdos. As únicas explicações para juros tão elevados durante mais de duas décadas e mesmo durante essa imensa crise são a ganância ou analfabetismo financeiro de comerciantes que repassam ao consumidor os custos da gestão ineficaz.

O setor financeiro argumenta que os juros são elevados por causa dos altos índices inadimplência. Entretanto, os juros altos são que geram mais endividamento e inadimplência, que começa no comércio, atinge as indústrias e fecha o círculo vicioso ao bater nas portas da área financeira.

Com concentração bancária nos últimos tempos, inexiste uma concorrência entre os poucos bancos para provocar uma redução significativa dos juros. Por isso, o consumidor em busca da conquista da sua cidadania financeira e por uma questão de sobrevivência é o principal agente econômico interessado em buscar alternativas para a redução dos juros elevados”.

Superendividamento e inadimplência


Os riscos de superendividamento e da inadimplência estão no centro das preocupações das entidades de defesa do consumidor, dos professores de economia e administração, dos jornalistas da área econômica e dos consultores em finanças pessoais. Calcula-se que mais de 63 milhões de pessoas no país estão endividadas ou superendividadas.

As principais causas dessa anormalidade econômica são os juros elevados, a queda de renda e o desemprego, segundo muitos especialistas. Quando os juros passam a ser um detalhe no orçamento familiar, o perigo do desequilíbrio das finanças pessoais é permanente, demonstra um dos capítulos do Guia dos Juros.

Brasileiro desconhece o cálculo de juros compostos

A edição do Guia dos Juros de 2018 também traz a pesquisa do Portal Vida Econômica de cálculo dos juros compostos e embutidos na compra a prazo revela um aumento do número de consumidores que ignora o cálculo, indo de 99,2% na primeira pesquisa realizada em 2012 para 99,4% na pesquisa feita em 2015.


Espera-se que a crise leve ao surgimento de um consumidor mais atento, avalia essa pesquisa, que foi destaque na reportagem da Daniele Brant e Anderson Figo, na Folha Invest, do jornal Folha de S. Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/11/1706851-brasileiro-desconhece-juro-que-dobra-valor-da-compra.shtml).

Como a edição do Guia dos Juros de 2018 integra a campanha pela educação financeira realizada pelo Portal Vida Econômica, serão destacadas aqui os principais capítulos e orientações desta edição

Como driblar a inadimplência. Saia do vermelho!

Diante do cenário tenebroso de endividamento e inadimplência, o Guia dos Juros de 2018 explica que a inadimplência quer dizer não poder pagar o compromisso assumido. Isso tem acontecido com muitos brasileiros que compram uma geladeira, por exemplo, através de prestações. Mas, com o passar do tempo, diante de qualquer imprevisto que envolva gastos extras, precisam atrasar o pagamento. Assim, ficam sujeitos a multas, juros e muitas vezes sem condições de cumprir o contrato assumido. Por isso, um capítulo é dedicado com uma série de dicas para ajudar o bolso do consumidor.

Nessa linha, volta a destacar um instrumento fundamental para administrar as finanças pessoais. Nesse capítulo, Miguel de Oliveira demonstra como planejar o orçamento doméstico com uma tabela de controle orçamentário.

O ponto de partida da educação financeira

Além de novas fotos, ilustrações e atualizações de índices das pesquisas do setor, a edição do Guia dos Juros de 2018/2019 acrescenta um capítulo sobre educação financeira em que demonstra as principais iniciativas oficiais do setor. Além disso, avalia que em relação à importância dos juros compostos nas relações de consumo, a educação financeira ainda engatinha, embora eles devam ser o ponto de partida no planejamento financeiro, devido aos juros elevados cobrados ao consumidor.

Essa parte didática traz como destaque a reportagem sobre um caso de sucesso da edição impressa em formato de apostila do Guia dos Juros na educação financeira, que ocorreu no curso extracurricular promovido pelos professores de matemática da ETE Camargo Aranha, em São Paulo. O curso foi ministrado para várias turmas em 2004 e 2005. O sucesso desse curso extracurricular foi coroado com uma exposição do Guia dos Juros.

"Olha, esse trabalho sobre juros foi um dos mais importantes que já fiz na escola. Só a chegada do Guia dos Juros lá em casa provocou uma discussão sobre como devemos fazer as nossas compras e valorizar o dinheiro da família. Foi muito legal", afirmou um dos alunos que participaram do curso.

Vil metal. Sinal de alerta para os jovens


A edição do Guia dos Juros de 2018 retorna com o destaque dos riscos de endividamento dos jovens e a necessidade deles estarem alertas para esse cenário altamente perigoso.

Aprender o cálculo dos juros compostos e navegar no mundo da educação financeira é superimportante para os jovens. Público cada vez mais procurado por bancos e empresas, que facilitam e disponibilizam o acesso a inúmeros produtos financeiros, como cartão de crédito, os jovens correm alto risco de cair na rede dos endividados.

A sedução do crédito fácil e das ofertas do consumismo sem limite corrompem suas finanças pessoais compostas de mesadas ou de salário do primeiro emprego. A bola de neve do endividamento começa no momento em que o jovem recebe oferta de crédito, resolve utilizar esse serviço, mas acaba contraindo compromissos que tem o valor acima do seu orçamento mensal.








18.12.18 15:48

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