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Consórcios fecham 2018 com mais de 106 bilhões em negócios

Com sinalização de crescimento em 2019

Com mais de R$ 106 bilhões em negócios, resultantes de aproximadamente 2,6 milhões de adesões, o Sistema de Consórcios contempla quase 1,2 milhão de consorciados e injeta mais de R$ 40 bilhões no setor produtivo


"Com todas as dificuldades enfrentadas no ano passado, o Sistema de Consórcios mostrou que continua sendo a alternativa mais simples e econômica para muitos consumidores", explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC

O ano de 2018 foi atípico, com situações que prejudicaram a economia do país, direta ou indiretamente. Da greve dos caminhoneiros até eventos como as eleições e a copa do mundo de futebol, houve momentos de fortes desacelerações das atividades. Contudo, demonstrando maturidade e consolidação, o Sistema de Consórcios registrou crescimento nos negócios que atingiram R$ 106,08 bilhões (2018), 4,6% acima dos R$ 101,47 bilhões anteriores (2017).


A entrada de novos consorciados somou 2,596 milhões (jan-dez/2018), 9,1% maior que os 2,379 milhões anotados um ano antes. Os setores de veículos leves e motocicletas responderam por mais de 1 milhão de adesões cada um.

O destaque do Sistema em dezembro foi o total de 236 mil adesões, o terceiro melhor volume mensal do ano, resultante dos bons volumes auferidos em todos os setores: Veículos Leves, Veículos Pesados, Motocicletas, Imóveis, Serviços e Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.


Em retrospectiva, os dados mostram ainda que a somatória das vendas de novas cotas em 2018 foi recorde quando comparada com as de anos anteriores, a partir de 2014.


O tíquete médio do ano foi de R$ 40,9 mil, 4% inferiores aos R$ 42,6 mil anotados no final de 2017. Todavia, ao longo dos doze meses de 2018, ratificado pela crescente procura por créditos de valores maiores nos setores de veículos pesados e de imóveis, observou-se que o tíquete médio de dezembro, com R$ 41,4 mil, apontou alta de 7,5% sobre o de janeiro, quando era de R$ 38,5 mil.


Com 251 dias úteis decorridos em 2018, um a mais que o total trabalhado um ano antes, a média diária das adesões atingiu 10,36 mil, 8,8% mais que as 9,52 mil anteriores. Só nos 20 dias de dezembro último, quando foram comercializadas 11,8 mil cotas/dia, houve aumento de 21% sobre as 9,75 mil/dia em relação aos mesmos dias daquele mês de 2017.



De janeiro a dezembro de 2018, com avanços constantes mês após mês, o total de consorciados ativos alcançou 7,128 milhões no final do ano, 3,8% maiores que os 6,870 milhões de dezembro de 2017.



O acumulado de contemplações de janeiro a dezembro atingiu a 1,196 milhão, isto é, 1,5% menor que as 1,214 milhão anteriores (jan-dez/2017). A retração decorreu do encerramento de grupos sem a correlação de igual abertura de novos, em virtude da crise econômica vivenciada recentemente.


Com o crescimento dos negócios consorciais, o total mensal de contemplados anotou alta gradativa, apesar de alguns meses em baixa. A confirmação desse comportamento ficou evidenciada no período de dezembro de 2017 ao de 2018, especialmente a partir de abril. Nesses meses (abr-dez), o aumento foi de 2%.


Os créditos concedidos aos contemplados, cujo valor pode ter sido potencialmente injetado na cadeia produtiva onde o mecanismo está presente, registraram avanço de 1,3%: enquanto nos doze meses de 2017 o volume atingiu R$ 39,90 bilhões, no mesmo período de 2018 alcançou R$ 40,43 bilhões, confirmando a modalidade como significativo participante de desenvolvimento nas atividades setoriais.

"Com todas as dificuldades enfrentadas no ano passado, o Sistema de Consórcios mostrou que continua sendo a alternativa mais simples e econômica para muitos consumidores", explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "O crescimento das adesões em cinco dos seis setores na qual a modalidade está presente, aliado a tíquetes médios de maior valor, confirmou o comportamento mais focado dos interessados no planejamento e no gerenciamento das finanças, de acordo com os conceitos básicos da educação financeira", complementa.

Os resultados alcançados pelo Sistema confirmam, ainda, sua importância para os diversos elos da cadeia produtiva, como no setor de motos, por exemplo, onde os créditos injetados pelas contemplações resultaram possivelmente em uma a cada duas unidades vendidas no mercado interno. Também na indústria automobilística, os veículos leves, que incluem automóveis, utilitários e camionetas, tiveram potencial presença em um a cada quatro autos comercializados no país.


Expectativa de repetição do crescimento

A onda otimista, que vem se propagando em quase todos os setores da economia brasileira, deverá contagiar o mercado consumidor. Como o comportamento dos compradores sofre influências e alterações dia após dia, será necessário considerá-las admitindo-se novos tipos e oportunidades de compras.

Fatos como o recente declínio de endividamento das famílias, incluindo-se a queda do número de pessoas com dívidas em atraso, sinalizam mais consciência na gestão das finanças pessoais. Entretanto, face à autonomia e à possibilidade de direcionar ou redirecionar seus objetivos, é importante gerar novos tipos de facilidades para estimular a concretização dessas conquistas.

"O Sistema de Consórcios, criado há mais de 55 anos, está cada vez mais atual e presente. Simples e com baixo custo, tem no planejamento o diferencial de sua estratégia de sucesso para aquisição de bens ou contratação de serviços, apoiando-se basicamente na essência da educação financeira", diz Rossi.

Se considerarmos também o cenário positivo do controle da inflação, divulgado pelo Banco Central, e o crescente Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, será possível projetar atitudes de consumo mais conscientes, ajustadas aos limites dos orçamentos mensais, pessoal ou familiar.


"Tudo parece contribuir para a retomada das atividades econômicas. Com os segmentos industrial, comercial e de serviços sinalizando recuperação e consequente diminuição de ociosidades, podemos vislumbrar que o Sistema de Consórcios, importante fator na realização de objetivos de forma planejada, terá maior procura", adianta o presidente executivo da ABAC. "Acreditamos que as perspectivas são bastante otimistas para o mecanismo, especialmente se repetirmos, no decorrer deste ano, os mesmos percentuais de crescimento registrados em 2018", finaliza.

Vendas de novas contas de 2018 X 2017

Os indicadores setoriais e global das vendas de novas cotas, de janeiro a dezembro, anotaram avanços nas adesões do consumidor ao consórcio, tanto para aquisição de bens imóveis ou móveis duráveis como para contratação de serviços.

Os desempenhos em cada setor apontaram 1,159 milhão de novas cotas vendidas de veículos leves, 1,016 milhão de motocicletas, 271,25 mil de imóveis, 71,15 mil de veículos pesados, 49,70 mil de serviços e 29 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, acumulando quase 2,60 milhões de adesões. Somente em dezembro, foi alcançado o terceiro maior volume mensal de vendas no ano: 236 mil novas cotas comercializadas, atrás apenas do de novembro, quando somou 249 mil [recorde], e do de setembro com 241,5 mil.

Estes resultados geraram crescimento em cinco dos seis setores: serviços (54,3%), eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis (34,9%), veículos pesados (24,5%), motocicletas (18,9%) e veículos leves (2,6%). O setor de imóveis apontou retração de 4,7%. Com as altas indicadas em veículos leves, veículos pesados e motos, o segmento de automotores apresentou crescimento de 10%.








07.03.19 19:21

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